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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Candidato à Presidência Eduardo Campos morre em acidente de avião




O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, morreu em um acidente de avião na manhã desta quarta-feira em Santos, no litoral de São Paulo.

 Campos, que completou 49 anos, no domingo (10), foi governador de Pernambuco e tinha cerca de 10 por cento das intenções de voto nas últimas pesquisas para a corrida presidencial. 

O avião que conduzia o candidato e mais seis pessoas saiu do aeroporto Santos Dumont, no Rio de janeiro, em direção ao Guarujá. De acordo com a Aeronáutica, a aeronave arremeteu quando se preparava para o pouso devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o jato Cessna 560XL.

A candidata à vice na chapa do PSB à Presidência, a ex-senadora Marina Silva, não estava no avião. De acordo com a agenda de Campos, divulgada pela assessoria de imprensa, Marina passaria o "dia gravando em São Paulo".

Recente pesquisa feita pelo Ibope dava a Eduardo Campos o terceiro lugar na corrida presidencial, atrás de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Roussef (PT), e ainda não tinha conseguido capitalizar a presença ao seu lado de Marina Silva, que na eleição de 2010 teve quase 20 milhões de votos.

O grupo do socialista acreditava que as intenções de voto de Campos subiriam com o início da propaganda gratuita eleitoral, a partir de 19 de agosto, e com maior exposição do candidato na mídia e presença em eventos de campanha. 

O ex-governador de Pernambuco começou cedo na política, aos 21 anos, quando participou ativamente da eleição de seu avô, Miguel Arraes, um dos ícones da esquerda na resistência à ditadura militar, para o governo de Pernambuco em 1986.

Após ocupar cargos na administração do avô, de ser eleito deputado estadual e federal, ser o ministro mais jovem do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e se eleger governador duas vezes, Campos iniciou 2013 embalado pelo desempenho notável do PSB nas eleições municipais do ano anterior, dizendo a Dilma que não negociaria o apoio do partido à sua reeleição antes de 2014.

Campos convenceu seu partido a abandonar o governo Dilma no ano passado e em outubro, num movimento surpreendente, atraiu Marina para o PSB, colocando juntos dois ex-aliados do PT na disputa contra Dilma nas eleições deste ano. 

Marina deverá ser a substituta de Campos como candidata à Presidência pelo PSB. De acordo com o TSE, em caso de falecimento do candidato, a substituição pode ser requerida à Justiça Eleitoral a qualquer momento, num prazo de dez dias.  

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